Solitárias noites infantis

| quinta-feira, 7 de outubro de 2010 | |
       Todas as noites de minha infância solitária e assombrada pela escuridão eu estive esperando por ele. Eu gritei o seu nome e recebi lágrimas. Mais tarde eu soube que ele já esteve aqui...
       Depois de tudo, um sorriso novo, uma vida nova, nasceram dentro de nós. Então eu soube que ele ouviu, que o mundo ouviu, o meu grito mais silencioso. Eu respirei suficientemente o bastante para saber que ele me abraçaria, mas ele nunca me prometeu isso. Ele nunca me disse isso, mas aqui dentro tudo já esperava o nome dele.
       Três segundos se passaram e ele se foi para sempre, deixando as estrelas como nossa companhia. Sozinho e sem qualquer sorriso, ele está em algum lugar lá fora, ele está lá. Hoje são as noites que me chamam.

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