Ódio & Amor

| quinta-feira, 17 de novembro de 2011 | 0 comentários |















Se eu pudesse escolher, escolheria morrer por você
Para que nos caminhos futuros você pudesse transformar
Esse ódio colorido de verdade em uma mentirosa história de amor

Nós compartilhamos da mesma loucura
Guiando-nos nessa vida que se disfarça de escuro
Mas enquanto eu sou o amor doente, você é o ódio saudável
Em um doce dia, ambos acabarão um com o outro
Então venha comigo para que caminhemos juntos
Mesmo que seja para você me odiar um pouco mais e eu apenas te amar
Nós poderemos esperar o nosso fim sorrindo
Assim talvez entreguemos o que fazemos de melhor
Eu tornaria seu ódio um tanto doente e você, meu amor mais saudável

Se minha morte fosse um sacrifício para seu ódio
Ao menos eu teria o brilho dos seus olhos como eternas estrelas
Seja banhado por um estranho amor ou um conhecido ódio
Ao adormecer sob o céu anoitecido da eternidade.

Madrugada

| quarta-feira, 9 de novembro de 2011 | 1 comentários |

Hoje assisti as horas passarem com os pensamentos em você
Como acontecia nos meus mais esperançosos dias
Outra vez o sabor do seu nome se formou em minha boca
Sem ninguém para ouvi-lo, ele permaneceu sozinho por dentro
Suas iniciais foram desenhadas no canto de uma folha branca
E ao fechar os olhos, as páginas da minha mente mudavam sem pressa
Mostrando as congeladas imagens do seu rosto, minhas únicas lembranças
Eu pude sonhar que elas respiravam, que eram vivas como o meu amor
Que eu estava do seu lado ocupando o lugar do vazio ou de outra pessoa
Eu pude fingir que aqueles sorrisos, aquela luz no olhar, eram para mim
Com o coração cheio de promessas, senti-me inteiro novamente
Mas eu sei que esses suspiros são ilusórios, passageiros
Logo o despertar iluminará os pedaços que ainda sobrevivem
Já é tarde, as estrelas brilham mais do que qualquer falta
Porque o Sol já se pôs e você também.

Flor

| domingo, 6 de novembro de 2011 | 0 comentários |














A nuvens informes caminham sem tocar os pés no chão
Coisa essa que nunca aprendi por ser pesado demais
Pedaços de lágrimas caem rápidos sobre a acostumada vida
Levantando os erros de tentativas passadas em forma de ventania
E a única flor que me resta viva
A razão de ainda permanecer, mesmo deserto
Hesita-se em adormecer ou morrer.