Novo ano de novo

| sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
       É um novo ano, mas a continuação dos mesmos sabores já experimentados. São os mesmos olhos, as mesmas nuvens. Os mesmos pedidos e as mesmas esperanças que as coisas ruins irão mudar e que as boas crescerão. Luzes explodem sobre nossas cabeças tentando afastar o que tememos. Cores são usadas para trazer o que desejamos. Mas nossas tristezas ainda existem e o que queremos não virá sozinho. Mãos que ajudaram a contruir o que está indo e que agora não nos pertence. O passado é amigo de tudo e somos filhos do mesmo. Presenças nos acompanham e talvez apenas nos acompanhe. Sons quebram o silêncio do céu, que em um dia comum estaria escuro. Lembranças de pessoas distantes suspiram em nossas almas, mesmo que elas desconheçam o que é a saudade.
       Hoje as dores descansam e as lágrimas sorriem, se despedindo dos caminhos que nos ensinaram a tentar. Se conseguimos ou não, o que o importa é que sobrevivemos. E mesmo mortos nada será esquecido. As feridas de hoje serão as marcas de amanhã e o que respira em nós será eterno. O dia nasceu anoitecido para que a noite amanhecesse clara como a certeza do segundo que nos separaria do que fomos e do que seremos. Por mais que tentem derrubar as estrelas, elas serão as mesmas quando guardarmos os velhos pesadelos.
      Para mim tudo isso não deveria acontecer hoje. Há algo lá fora que não é o mesmo de sempre. E apesar dos meus dias serem os mesmos, a solidão é uma boa companheira.

Feliz Natal

| domingo, 26 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
Eu te desejo todos os sonhos que uma noite pode entregar
Os sorrisos daqueles que te amam e que você também ama
E apesar de você não me amar, eu sorrio para você
Que sua mesa esteja cheia de amor e risadas
E sua vida seja colorida de vermelho e verde
Porque minha alma já está inocente por você
Que os abraços que te sentem aqueçam o seu coração
Que as vozes que te querem bem sejam as tantas que explodem no céu
Iluminando todos os pesadelos que queiram pertencer a você
Que sob a sua árvore nasçam verdades esperadas
E que ela seja enfeitada como a beleza da sua alma
Que a estrela que dela brilha guie sempre os seus caminhos
Feliz Natal.

Máscara de mim mesmo

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       No início era como se tudo pudesse ser visto. Meu rosto por meio das palavras trêmulas, uma respiração pesada para o coração surpreso. Eu cheguei sem nenhuma personagem, sem voz e a noite estava nascendo. E enquanto as estrelas se tornavam nítidas em uma nova vida para mim, eu não estava preparado para receber, nem entregar, tudo que aquele lugar pretendia. Não era necessário ter uma alma, um rosto, uma verdade. O que importava era apenas as letras que formavam a sua mentira; se juntas elas falassem algo prazeroso e se separadas fizessem coisas que agradassem.
       Com um nome anoitecido comecei jogando duas letras, as mais sem importância e conhecidas por todos. Talvez para não chamar atenção para a minha inocência, mas eu sei que não seria diferente. Um silêncio separava os minutos e eu observava como os sussurros ganhavam caminhos. Não se podia ver todos, era como se a brisa os amassem. Eu sabia disso quando me sentia sozinho. Existia a música e eu não sabia dançar.
       Não se via a lua, mas acho que ela me entregou um pouco de seu disfarce. Deixando o som dos seus passos chegararem até mim, as palavras me invadiam de uma maneira silenciosa. Eu já não podia dizer era o mesmo de quando cheguei. Perdendo a meu rosto sobre uma alma caída, uma máscara nascia de mim mesmo. Dela saia uma voz quente. E apesar de não existir música, silêncio e nada que me tornasse inocente, eu aprendi a dançar. E no fim era como se nada pudesse ser visto. Nem a mim mesmo.

Inteiramente você

| terça-feira, 21 de dezembro de 2010 | 0 comentários |












Você não seria o primeiro apresentado às minhas saudações
Nem o último que eu entregaria as minhas despedidas
Histórias que nunca contei para prender os seus olhos
Sonhos não acordados para você crescer
E você está ficando mais perto das nuvens
Eu sorrio por isso

Amanhecer que se agarrou em você
Esperando que suas mãos o segurassem
Que o levassem para além do horizonte que não se pode alcançar
E apesar das horas do relógio, você tem uma vida inteira
Mas por hoje, as vidas são inteiramente você

Não é preciso temer a sombra do dia
Ela respira muito longe do brilho do seu sorriso
Adormecidas estrelas solitárias deitam sobre a janela de sua alma
E brincando de furar o céu os pesadelos podem existir
Mas nenhum deles te fazem tremer
Não quando o mundo se desfaz pelos seus pensamentos

Nessas primaveras que nos torna tão próximos
Minhas flores podem ser apenas ilusões
Mas os seus jardins são tão reais como a verdade
Ouvidas nas músicas que sua voz reflete
Vistas na sua maneira de amar
E em todos os dias que choveram
Apenas os nossos dias são iguais.

Desde ontem

| domingo, 19 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
Sentimentos que meu coração sussurra
Palavras que não consigo desenhar
Porque elas existem, mas não sei o que querem dizer
Se sobre você, sobre mim
Ou simplesmente sobre o dia que envelhece lá fora
Nublando aquilo que está claro
Ainda é dia, por pouco tempo

E todas essas coisas que caminham sobre algum lugar
Chamando para que eu seja uma estrela
Porque elas existem, mas não sei por quem vou ser amado
Se por você, por mim
Ou simplesmente pela noite que nasce lá fora
Desde ontem esperando aquilo que é claro
Ainda é dia, por pouco tempo

Sonhos que meus olhos fechados trazem
Pensamentos que não consigo agarrar
Porque eles existem, mas não sei se me levarão para mais perto
De você, de mim
Ou simplesmente desse mundo que vive lá fora
Ainda procurando aquilo que era claro
Já é noite, por muito tempo.

Quatro dias depois

| sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
       Dias atrás eu me tornaria um pouco mais velho, estaria com a imagem um pouco mais cansada ao me olhar no espelho. Se o que está no passado não fosse apenas dias comuns, eu poderia ser forte; quebrar corações e guardar os pedaços mais brilhantes. Elas seriam minhas palavras quando o valor estivesse nas atitudes. Eu teria os olhos acostumados com a claridade e o meu sono poderia ser mais longo nos dias de confusão. Passos menos apressados e pesados iriam me pertencer, talvez eu chegaria em casa depois que a chuva caísse. Meus caminhos seriam feitos com outros pensamentos escuros e as mãos que segurariam os meus prazeres seriam delicadas. Talvez seria tudo uma maldosa brincadeira, mas eu realmente estaria gostando de ser parte dessa diversão. Almas sairiam feridas e vitórias expostas nos lábios; logo eu teria outras para carregar no peito. Eu iria me alimentar delas e nada mais do que isso.
       Minhas dores viriam das guerras de ódios sólidos, aquelas em que os corpos se machucam para provarem o que são. Todo sangue que surgisse seria apenas para mostrar que eu poderia viver sem ele. Veias que pediriam por mais uso e pedras que nasceriam de mim mesmo. As noites não seriam perigosas, porque o perigo seria um pouco de mim. Ou totalmente.
       Mas alguém não quis que as coisas fossem assim; um alguém que não sei se foi eu ou outro. Então os raios que faziam amanhecer acordaram depois dos pesadelos da espera e me trouxeram para onde estou agora. As coisas que eles disseram a mim sem que me lembrasse das perguntas ou se realmente as fiz; isso me faz olhar esses dias como se tudo pudesse ser diferente. E restando apenas dois dias para uma nova vida, eu procuro nos últimos dois dias passados esse alguém que não me deixou existir antes. Eu poderia ser diferente.

Tu se ajoelhas apenas

| quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 | 0 comentários |

















Tu se ajoelhas para uma igreja construída por homens
Para um santo que não tem vida
Tu carregas uma cruz sem peso
Sem nenhum corpo preso
Tu escondes uma alma de pecados
Um corpo de prazeres
Tu sorris para as janelas coloridas
E para as palavras que formam aquele homem
Tu me vês quando meus olhos se fecham
Pelas minhas costas enche-me de blasfêmias
Como elas, tu me humilhas
Junto a elas, tu gargalhas de mim
Com elas, eu olho para trás
E tu se ajoelhas fazendo um sinal sem estigmas
Tu jogastes todas sobre mim.

Por dentro

| segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 | 1 comentários |


 Meus olhos guardam duas lágrimas
Separadas por pensamentos confusos
Perdidas entre os medos de uma criança
Refletidas por um espelho interno
Vistas pelas fendas de uma realidade externa
Elas caem dentro de mim
Escorrem pela minha alma
Assombram a minha sombra
E meu peito tem um coração apertado
Sem respostas.

Em uma tarde de domingo

| domingo, 12 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
       Era um véu azul com nuvens cor de amor. Uma tarde de domingo sem muitas expectativas. Eu queria apenas que os trovões não me trouxessem segredos. Eles podem molhar os meus pensamentos; levá-los para longe desse meu coração. Assim eu estaria desarmado por completo e o silêncio de uma mente vazia suspiraria por você. Todos os pássaros que voltavam avisando que o dia estava terminando e as brisas que me chamavam pelo ombro... As cores naquelas posições eram mais bonitas. Mas talvez não seja elas que mudaram, apenas sou eu lembrando de alguém ao olhá-las.
      Aos poucos as luzes começaram a se desfazer de uma maneira silenciosa. Elas abandonavam todas as olhos sozinhos. Mas era esperado que no lugar delas nascessem uma falta que brilhasse e nos protegesse até a volta dos nossos jardins. Era inevitável que as coisas decidissem adormecer. Até você fecha os olhos e isso não me impede de te fazer vivo em meus sonhos.
      As nuvens que tinham cor de amor, agora choram; o véu que era azul, agora escureceu e está rasgado. E nos lugares onde estão minhas incertezas se ouvem vozes brilhantes. Elas não me deixam adormecer. Mas eu te tenho aqui vivo em meus sonhos.

Seríamos três

| sábado, 11 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
       Dois meses te fazem mais velho no mundo em que meu coração não bate. E abandonar os meus sonhos não é o bastante para me levar até você. Se eu pudesse simplesmente encontrar respostas em seus olhos para os meus medos sem explicação. Quando você foi embora, deixou a vontade de uma vida pela frente. Não sei se tinha escolha, mas eu tive que continuar por você. E os planos que criaram, o amor que guardaram e tudo que aconteceria se as suas lágrimas fossem as primeiras a caírem aqui, me abraçaram de uma maneira um pouco sufocante. Perder o sabor da primeira existência fora deles, talvez os tenha feito amar demais. Não os culpo, apenas queria que você estivesse aqui.
       Desconhecer o seu sono não fez eu me sentir menos sozinho. Por todas as noites que gritei pedindo a você que viesse ou me sussurrasse um sinal. Eu saberia se estaria olhando por mim. Oito anos me fizeram crescer e eu pude ver o seu sorriso nos lábios dela. Então eu soube que poderia descansar.
       Não havia data e o pedido que me fazia esperar se perdeu em uma escuridão vermelha que não era minha, mas que também me pertencia. Foram nesses dias que eu chorei em um lugar inocente, que adormeci ao meio-dia, que fui alimentado e consolado por outras mãos. Com os mesmos passos esse me deixou como você, mas agora era diferente. Eu estava lá.
       Eu sei que têm um ao outro e que onde estão é preciso apenas disso para não sentirem falta daquilo que não respiraram. Isso me faz lembrar de como poderia ser as coisas se os silêncios não existissem. Mas eles existem e eu não os tenho. Para vocês, os caminhos podem ser mais claros e as noites um pouco mais que eternas. Horas que não os consomem, mas consomem a mim, me fazendo sorrir. E eu sempre serei apenas Um querendo tê-los comigo.

Últimos dias de um amanhecer não completo

| quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
       Não é sexta-feira, tampouco o fim do mundo. Apesar disso, os corredores já não têm o mesmo ar de Janeiro. As cadeiras vazias guardam um passado não muito distante, onde mentiras, alegrias e verdades eram vistas caminhando entre os números de um relógio de cinco horas. Há tantos lugares onde o silêncio pode ficar que um simples vento apaga as letras que um dia nos ensinou a aprender. As sementes já foram plantadas, as rosas colhidas e os espinhos cortados. Ou simplesmente deixados no único lugar dentro de mim onde minhas mãos conseguem alcançar. O que tinha que ser feito já foi feito e eu ainda estou aqui, tentando salvar as maças que nunca entreguei com o mesmo sorriso. Folhas que enfeitei com pedaços de céu de nada vão valer, porque ao anoitecer elas se tornaram escuras demais para entendê-las. E ainda é noite. Feche os olhos e você verá que o sol não brilha por trás de seus olhos. As coisas que iríamos proteger com os livros, as respostas que tiraríamos deles, tudo isso será devolvido às presas, porque alguns não precisam deles e os que precisam não podem levá-los em seus bolsos. Esse é o momento que as pernas cansadas e as mentes agitadas podem descansar, mas eu não posso adormecer. As palavras são mais altas formando conversas mais próximas e eu consigo acreditar que isso não terá fim, por um pequeno tempo. E eu sei que esses dias vão desaparecer e que os ecos de incertezas vão amanhecer sendo os meus próximos dias.

Boa noite

| terça-feira, 7 de dezembro de 2010 | 2 comentários |
A noite não foi feita para todos
E quando dizemos para essas pessoas
"Boa noite"
Tudo o que elas fazem é fechar os olhos
Se elas sonham, eu não sei
Mas sei que elas guardam nosso "Boa noite"
Como um "Adeus"
Boa noite.

Apenas sorrir

| segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 | 2 comentários |
Eu posso brincar perigosamente com o destino
Carinhosamente com o seu coração
Eu posso te contar a verdade em algumas palavras
E te perder para sempre dentro de mim
Ou me esconder perto de você em algum escuro
E te encontrar eternamente em tudo o que me rodeia
Eu posso escolher te deixar tudo
Ou te guardar em um imaginário nada
Mas se eu não te tenho em minhas mãos
Eu te terei diante dos meus olhos

E ouvindo essa música eu consigo sorrir
Eu não sei o que fazer
Se pulo dessa altura, mesmo não desperto se você estaria no fim
Ou se permaneço vendo as estrelas
Mesmo não adormecido se você gostaria ou precisaria de saber que eu escrevo seu nome com elas

Eu posso fazer você me odiar, mas mostrando que terá sempre alguém ao seu lado
Ou te conquistar com a incerteza se eu estarei ou não aqui

Eu posso decidir te fazer sonhar que alguém te amou algum dia
Ou te enganar com sorrisos passageiros
E não sabendo o que fazer
Apenas sorrir.

Vidas íntimas

| domingo, 5 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
       Eu nunca me importei muito. A vontade de algo mais divertido, a procura de algo mais arriscado, não faz as minhas veias pedirem por mais sangue. Não quando envolve duas pessoas. Talvez eu tenha passado muito tempo me preocupando com as palavras e esquecido de brincar com os corpos.
       Eu me sinto sozinho entre tudo isso. Enquanto todos procuravam silenciar as suas bocas, colecionar línguas, eu tentava aprender a não ultrapassar a margem das páginas. A cada linha os dias se perdiam atrás das folhas já escritas e as noites me distraiam em um profundo sonho de olhos fechados e perfeição. E ao caminhar para um lugar que me levaria a outro lugar, eu via conversas baixas e prazeres silenciosos. Era um ótimo começo juvenil e eu me perguntava a razão de não fazer o mesmo. Talvez as minhas letras eram redondas demais em uma vida que o mais importante é a ação.
       Depois de as todas luzes e sombras que respiraram sobre nós, todas essas vidas se tornaram mais íntimas. Eu posso sentir o cheiro dessa proximidade nas risadas dos garotos e nos sussurros das garotas. Solidão crescendo comigo em uma frágil tentativa de eu me tornar aceitável.
       A incerteza sobre mim mesmo escorrendo pelas minhas mãos. A minha imagem que vejo refletida nas minhas próprias palavras. O medo de falar mais alto que o céu e parecer um pouco mais inocente que as nuvens. E todas essas primaveras que não me importei com as flores, mas com o desenho que a lua fazia nas poças de chuva. Talvez seja nisso que se construa o meu nome e todas as coisas que nele se agarram.

Não posso

| quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 | 0 comentários |












Como posso viver
Se eu perdi todos os dias de um ano?

Como posso sonhar
Se eu acordei todos os sonhos de uma noite?

Como posso sorrir
Se eu matei todas as chances de me alegrar?

Como posso saber
Se nem ao menos eu tentei ser o melhor em meu fracasso?

Eu não posso caminhar
Os passos que já usei não servem para caminhos desconhecidos
E a escuridão se tornou meu próprio passado

Eu não posso amar
Um coração é pedido para isso
E há muito tempo o meu foi parado pelo medo.

Dia inteiro

| quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 | 0 comentários |

















Se me perguntassem o que é a vida eu diria:

"A vida é como um dia inteiro
Que nasce, vive, morre e renasce
A manhã sorri como uma criança pronta para descobrir o mundo
Tirando e chamando as cores de algum lugar que nossos olhos não tocam
Para que juntas caminhem em um futuro incerto, mas esperado
A tarde, crescendo um pouco de cada vez, não sorri como antes
Ela simplesmente vem para nos avisar que essa é a última vez para percebermos o quanto
                                                                                           [nosso coração está escuro
Ela não nos entrega uma segunda chance
Se não olhou o bastante, olhe para cima, porque é a única luz que você terá agora
E a noite chega sem avisar, no mesmo silêncio dos nossos desejos
Ela é tão longa como é uma surpresa
Não sabemos se veremos estrelas, lua ou se ela jogará nuvens em nossos sonhos
Mas ela é sempre linda
Porque poucos sabem amá-la com o amor que ela merece
Poucos sabem como ver as cores pelas mãos
E enquanto estamos cegos, ela nos sussurra histórias fantásticas
E mesmo fantásticas, nós as sentimos tão reais
Por que elas não são reais?
E quando acordamos e vemos todas as cores, abraçamos a certeza
É real... Dentro de nós"

O que é o dia se não a vida?
Se nós não dormíssemos, o que seria o dia?
Um vida sem interrupções
Mas se nós não morrêssemos nesse curto tempo
Não sentiríamos seguros para acompanharmos a manhã.