Poetas também morrem

| sábado, 9 de outubro de 2010 | |
Silêncio, não perturbe o sono dos que aqui já sonharam
Eu não posso sonhar olhando para o lugar que seus olhos se fecharam
E não consigo agarrar suas mãos e te salvar desse pesadelo
Eu sinto o Sol derretendo as asas de seu amigo
Ele está vendo por você

O tempo passa e nos aproxima
Mesmo com os olhos fechados a verdade ainda brilha em um frio Sol
Você se sente lembrado quando a chuva te molha?
A pedra gelada se confundiu com o meu coração
Mas eu pude sentir uma lágrima viva

Anjos mortos pelos pecados perdidos
Encontrados com pouco tempo de vida
Quando você se sente sozinho eles te fazem companhia?
Às vezes a solidão parece mais viva que a própria morte

Flores caídas, erguidas por mãos pulsantes
Você pode sentir o calor da minha alma tentando te encontrar?
Eu sei que a terra onde você se deita é mais real que as minhas mentiras
E você pode ser uma delas

Cada passo que eu dei para me afastar de você
Eu me senti um pouco menos irreal
Onde você repousa é onde eu deixo de existir

E mesmo que agora você esteja intocável pelas mãos dos mortais
Você existe em um lugar do mundo em qualquer tempo.

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