Em uma tarde de domingo

| domingo, 12 de dezembro de 2010 | |
       Era um véu azul com nuvens cor de amor. Uma tarde de domingo sem muitas expectativas. Eu queria apenas que os trovões não me trouxessem segredos. Eles podem molhar os meus pensamentos; levá-los para longe desse meu coração. Assim eu estaria desarmado por completo e o silêncio de uma mente vazia suspiraria por você. Todos os pássaros que voltavam avisando que o dia estava terminando e as brisas que me chamavam pelo ombro... As cores naquelas posições eram mais bonitas. Mas talvez não seja elas que mudaram, apenas sou eu lembrando de alguém ao olhá-las.
      Aos poucos as luzes começaram a se desfazer de uma maneira silenciosa. Elas abandonavam todas as olhos sozinhos. Mas era esperado que no lugar delas nascessem uma falta que brilhasse e nos protegesse até a volta dos nossos jardins. Era inevitável que as coisas decidissem adormecer. Até você fecha os olhos e isso não me impede de te fazer vivo em meus sonhos.
      As nuvens que tinham cor de amor, agora choram; o véu que era azul, agora escureceu e está rasgado. E nos lugares onde estão minhas incertezas se ouvem vozes brilhantes. Elas não me deixam adormecer. Mas eu te tenho aqui vivo em meus sonhos.

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