Um lugar que não é meu

| quinta-feira, 17 de março de 2011 | |
       Eu ouço o som de inteligência ao longe. Pequenas caixas de três paredes que guardam grandes mundos. E eu sei que elas não ficarão por muito tempo. Tantas paredes são frágeis para sonhadores reais. Ao contrário de mim, eles folheiam o dia e a noite pertencem a si mesmos. Há muito tempo eu não sei o que é isso. Talvez eu nunca tenha conhecido.
      Apesar da rosa me tomar os olhos, esse não é o meu lugar. As sólidas nuvens brancas não anunciam o anoitecer. Mas respiram luzes agradáveis aos olhos. E todos com suas cores diversas observam suas flores internas. Como eu não as cultivei, já é hora do outono brincar.
      Eles crescem e caminham por uma realidade distante de minhas mãos. Ou por ser próximos demais se quebra sem nenhum esforço. A porta que entra é a mesma que sai. E está tarde de mais para sair de mim mesmo.
      Reflexos transparentes mostram o mundo lá fora. E eu não se quais deles estão aqui e os que são da minha mente. Eles não estão perdidos como eu e assim me guio. O passado pede silêncio, porque quando se está andando não se olha para trás. Mas o meu grita em minha alma, como suspiros de um desejo de ter sonhado um sonho que nunca existiu.

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