Longe de casa

| quinta-feira, 10 de março de 2011 | |
       Se hoje meu céu precisasse de estrelas, ele estaria sozinho. E assim as nuvens que nele se agarram não teriam mais razões para caminhar. Mas eu caminhei, mesmo sabendo que chegaria morto nas horas que precisaria viver. Eu continuei para que o futuro não me cobrasse o preço de desistir de algo tão pequeno. Foi dessa maneira que silenciei os gritos que muitas vezes ouvi tão próximos. Mais tarde sei que eles se tornarão reais de novo. Enquanto o meio do dia não chega, me cobrirei de sonhos matutinos. Eles podem não me enganar, mas me ensinarão como é o crescer do dia.
      Não abandonei minha casa, apenas a deixei vivendo distante. E sem despedidas me afastei das lágrimas que não eram dos meus olhos, mas que me amavam. Elas me acompanharam até eu desaparecer. Depois desse tempo não sei se foi eu ou elas que não mais existem. Depois de todo esse tempo não sei qual de nós é a inocência dentro da escuridão.

1 comentários:

Anjo Negro Says:
13 de março de 2011 13:58

olá

Sei o que isso é, mas não sei que mais lhe posso dizer para ajudar a que não se sinta tão assim! Talvez um estou aqui resolva muita coisa! Por vezes :S

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