Tendo um coração

| sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 | |
       Lembro-me dos tempos que eu me sentia... Meu coração batia em um abraço não muito agradável e em meus olhos nasciam gotas que avermelhavam o meu rosto. Não é muito aceitável para nós se mostrar fraco, mas o tempo todo era assim. Um jeito alegre que me presenteava com olhares estranhos. A intensidade cresceu comigo e acho isso nunca foi muito aceito nesse chão. Minhas mãos sempre procuraram por partes de mim em tudo; eu gostava de me sentir seguro com as coisas, já que ninguém fazia isso por elas. E dentro de mim eu guardava cada nova descoberta, cada novo sentimento e todos os objetos que faziam isso. E eu me sentia seguro. Então enquanto todos os cenários mudavam, eu me tornava mais dessa maneira. Eles nunca gostaram muito de dizer o que sentem, e eu sempre dizia. Até que nessa vida que, às vezes me parece nova, outras vezes me parece antiga, é comum vê-los falarem o que sentem, se interessarem pelos pensamentos que antes eram apenas delas. Se tornou algo comum e agora eu sou assim. Mas mesmo fazendo tudo isso, eles nunca vão entender realmente o que é ter um coração.

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