Ninguém sabe

| segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 | |
       Eu tenho pouco tempo e ainda não sei o que falar. Talvez por eu ter acordado o dia em uma hora que ele não deveria estar cansado. Abraçado, ele me contou como poderia ser hoje. Meu coração bateu sem som, me escondendo quanto tempo faltava para adormecer. Com os olhos abertos, meus sentimentos gritavam dentro de mim. Eu não sabia se eram os ecos das noites que cresciam atrás do ontem ou se poderiam ser novas vozes das mesmas incertezas. As nuvens viram os passos que me fizeram chegar a lugar algum; o chão sentiu o meu olhar que não neguei a lua que descansava silenciosa em um céu que ainda era claro. Eu senti palavras que não eram minhas; cantei com vozes que não me conheciam. Eu falei com pessoas que não pertenciam ao meu mundo. Quem sabe em um minuto elas nasçam nesse lugar que ouço minha vida se quebrar em linhas retas... Ninguém sabe.

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