Mente desalmada

| sábado, 9 de abril de 2011 | |
Ao longe, vi-me distante, sem esperança
Desalmado e de mente vazia
Sozinho como um sonho de uma criança
Existir era tudo que eu fazia

Nas leves mãos dos dias, forte eu segurei
Passos que em meu caminho não amei
E são por eles que tenho que voltar
Sabendo que minha vida por lá eu deixei

Imperfeições que as pedras insistem em mostrar
Em uma alma que não me é mais sentida
Mas que um fio de frio ainda brinca de sorrir

Todo a hora que agora já está crescida
Envelhecida, o silêncio que nunca parou de dormir
Hoje grita e me evita acompanhado pela solidão.

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