Maldita ceia

| quinta-feira, 7 de abril de 2011 | |
Maldita ceia aquela em que o sal foi derramado
Dando sabor às futuras chagas de um Senhor ordinário
E todos que nunca tocaram o mar
Eles fazem de suas lágrimas uma nova maneira de não respirar
Com um sangue que não lhes pertencem
Eles matam a fome de suas veias
Com o corpo que não lhes é pesado
Eles ocupam a sede de suas cruzes
Desde então, todas as glórias são incolores
Cada fracasso é o preço de uma mancha no cálice inexistente
Onde bocas não conhecem o frio sagrado
Mas que tornam invernos as vidas sem nenhuma flor
Olhando para o céu, eles tentam encontrar
Uma mão que lhes ponham para dormir
E nas vezes que desviam os olhos para o chão
Esperam que a mesma mão lhes apontem com suas próprias mentiras
Os restos de todo o silêncio são insensíveis as suas histórias
Escritas por um sinal atrás de seus olhos.

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