De um lado da cortina

| quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 | |
       Atrás da cortina vejo o dia nascendo. Passou tão rápido, foi tão curto. Uma pequena noite para muitos pensamentos. E todas as sombras do amanhecer se alimentam dos sonhos que eu deveria estar amando a muito tempo. Mas não consegui me deitar, estava sozinho demais para voar, porque sei que minhas asas vão desaparecer quando eu acordar.
       As coisas voltam para o lugar de onde nunca saíram e os pássaros voam no mesmo céu. Mas não é sempre que ouço essa canção. Eles a cantam tão próximos de meus sentimentos.
       Não é aquele dia que não sabia quem eu era, já são novas horas, novas luzes. Tudo abraçando as cores que as pertencem para saberem quem são e eu ainda não sei. Um caminho para o fim do mundo pode ser visto nesse chão frio. Eu sinto esse fim pelo tremor do meu corpo, muitas vezes sem precisar tocá-lo. E meu ar vai me deixando e me preenchendo de uma maneira apertada.
       As coisas descansam em seus lugares. Não eu.

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