A um alguém

| terça-feira, 25 de novembro de 2014 | |
Levante-me dessas terras que nunca me deitei
Mas que ainda meus pés julgam serem férteis
Mesmo sabendo que o amor é uma lenda distante contada pela solidão

Chegue quando as cortinas do anoitecer forem abertas
Eu quero lhe olhar sem que nenhuma sombra solar me faça voltar
E quero que você me olhe como a estrela que o Sol sempre escondeu
Liberte-me! Liberte-me de toda essa luz diurna que não me pertence
Eu quero apenas descobrir que também posso brilhar aos olhos de uma noite

Salve aquele coração que costumava ser meu no silêncio
Não é necessário trazê-lo, fique com ele se os pedaços não cortarem seus dedos
Se as negras lágrimas não mancharem a cor dos seus olhos
Se o conjunto de toda a destruição não lhe envergonhar a presença
Eu sou apenas um imperfeito a procura da perfeição

Sussurre qualquer única palavra para que sua voz permaneça em mim
Como um canto de quase completa felicidade nos dias de tormenta
Iluda-me com todas as mentiras que nunca acreditei até agora
Ao menos tente! Tente me fazer rir quando você dizer que está sorrindo por minha causa
Com o seu nome, assine os meus antigos segredos e dedique-os a mim
Como eu fiz em um domingo que nada parecia fora do lugar
Eu sou apenas um desperto a procura de um sonho

Quebre todos os lindos flocos de neve do inverno passado
E caia aos poucos colorindo a minha vida de inocência outra vez
Mostre-me quantas cores um crepúsculo pode guardar em sua alma
Em meio as minhas dores, caminhe como se estivesse voando
E sobre os meus sentimentos, descanse como se rezasse a si mesmo
Um inverno mais perfeito quanto o primeiro poderia me escolher como mundo?
Eu sou apenas um perdido a procura de um ideal.

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