Embriagado

| quarta-feira, 12 de outubro de 2011 | |













Ontem você disse que levaria sua respiração para longe
Mas as luzes ainda permanecem apagadas esperando você chegar
É assim que vivemos quando você não está aqui
Em silêncio, nós sabemos que você não gosta do escuro
Nem das cortinas que cobrem a porta da frente

Ela tenta encontrar no relógio o minuto em que o seu amor caiu
Porque você não é mais o homem que a salvou de casa
Com o rosto molhado de preocupações, ela destranca o início
Mas até os anjos se cansam de encarar as nuvens por muito tempo
E descansando o corpo sobre sonhos disfarçados de lembranças
Ela adormece, como se nunca houvesse te amado

Os sussurros de outras datas, agora são gritos
Semelhantes às mentiras que hoje têm sons de verdades
Lá fora, você conhece todos os bons lugares para ver o entardecer
Com os melhores e mais gelados venenos embriagando o seu vício
Essa é a fuga que seus lábios escolheram como companhia
Você é o meu reflexo quando olho o que acontece atrás do espelho
Mas enquanto você tropeça nos seus próprios passos
Eu me perco dentro das minhas profundas tristezas

Não se mantendo em linha reta, os olhos parecem sorrir sangue
Cego e de volta ao castelo de areia que você mesmo construiu
Você não lembra em que parte de sua sanidade está guardado o segredo
Assim a razão de continuar se esconde em uma noite engraçada
E outra vez você chega atrasado para uma alergia que acontece na solidão
Uma vida que nunca passou de antigas imagens empoeiradas.

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