Fé, Esperança e Amor

| quarta-feira, 13 de agosto de 2014 | |
  Quebrei os templos por dentro,
Insultei os meus deuses,
Mas eles ainda me amam
Eles ainda me cuidam
O que querem, eles, de mim?

Se destruir as sagradas casas
Não os fazem me entregar a Ira,
O que mais devo fazer para consegui-la?

As pontas da Vida nunca ficam soltas
A serpente nunca acaba de se engolir
A roda nunca se descansa do girar

Eu saio dos deuses,
Mas os deuses não saem de mim.
Um chão infinito se joga no meu interior;
Tudo se rasga como a nuvem em boca infante...
Eu os vejo!

Então a Água me enterra
A Terra me sopra
O Fogo me molha
E o Ar me queima
Até que eu encontre a Luz

O brilho toca notas com a minha alma
E nas chaves, se revelam muitas cores
À sua direita, Fé, Esperança e Amor
Enquanto, agora, descanso à minha esquerda

E eu tenho medo
Como o medo me tem,
Mas eu o sorrio
Como ele me sorri.

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